segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Da transição

Por amor eu me vi partido ao meio 
E as metades se fizeram desconexas 
Fiz da minha alegre vida devaneio 
E de ações outrora simples fiz complexas. 

Me via envolto entre névoas e neblina 
Vagando em pensamento aonde estivesse 
Amor que muito rápido se aquece 
De seu estado sólido sublima. 

E quando aquele amor não mais sentia 
Vi toda a ambição desconstruída 
A chama que era ardente ficou fria 
Sobraram duas partes e uma vida. 

Partido neste mundo eu caminhava 
Respirando com minha alma ainda na tua 
De tantas emoções que eu me privava 
Meu caminho se tornou deserta rua. 

Agora só eu sigo nessa estrada 
E buscarei nas razões minha existência
No bolso eu tenho uma lembrança amarga 
E a certeza da feliz sobrevivência.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sin titulo

Cuando pequeña, Anna no contentaba se con la compañia de su familia. Su papá, hombre de respaldo, decía que no era una buena conducta para una chica quedarse sóla corriendo sin calzados por el camino de tierra que llevaba a todos los lugares que Anna conocia. Pero no sabía él que estas eran las horas más entretenidas de la corta vida de Anna.
-Eso no és justo.- pensaba la triste Anna cuando ponía se incarcerada por este hombre. Además, sabía que él iba salir pronto y poner se tranquilo en un bar acerca de allí, bebiendo y hablando tonterías con sus amigos de fuerte olor e ojos estraños. Ahora ella cre que tenían miradas de amargura y solitude.

Así se pasó la infancia de Anna. Creció sueñando con el mundo y contentando se con sus caminatas en los caminos de piedra.

Hoy día Anna volvió a pasar en esos caminos, pero la dirección final era otra. Revivió los ojos, las palabras de tu papá y con anhelo recordó se de su triste vida hacia sus dezenueve años. Le encontró sus hermanas, pero nada puede decir. Las colores de otra hora ahora quedaran se gris, y la musica ruido. Las personas no tienen cara, ni personalidad fija. San espectros de algo que fueran. Como una árbol que pierde sus hojas con la llegada del invierno, Anna ahora pierde valores recorriendo el camiño más dificil que una persona puede tomar. Un camiño que lleva hacia ella misma.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

De la primera sensación

Los dias fríos en fin de Julio se pasara
Dijome el conocimiento de los viejos
Sin enbargo, no sabían ellos
Que a mi el frío apenas se empezara.

Con la distancia de los bellos amigos
Que Personas estupendas, yo pensaba
Que falta hacen a mi ahora mismo
Que saudade y por aquí no hay palabra...

Si supiesen cómo en ellos siempre pienso
En cada caminada, en todo, en parte
En metro, calle, cerro, yo inmerso
Mirando sus sonrisas, obras de arte.

La voluntad es de saber que pasaría
Si todos acá conmigo estuviesen.
Es cierto como el verano acalorece
Mi vida y todo el gris coloriría.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Deles

Ele o viu dançando completamente nú. 

Ele dançou como se fosse leve, muito leve. 

Ele não conseguiu parar de olhar.

Ele percebeu que era olhado e não parou de dançar. 

Ele acendeu um cigarro e não tragou.

Ele sorriu quando a música acabou.

Ele olhou para os próprios pés.

Ele foi apanhar uma bebida.

Ele ficou.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crise

No fundo eu a amava tanto que tudo passou a ser muito difícil. Digo difícil pois muitas vezes era preciso beber dez cervejas e fumar quinhentos baseados buscando um sossego que não vinha pra substituir aquele pensamento que ficava martelando na minha cabeça como uma mó movida pela água de um rio transparente no qual juntos mergulhamos de cabeça sem antes espetar uma varinha pra medir a profundidade. Não deu pé. A força atraindo para baixo e eu que tinha jurado permanecer submerso na alegria e na tristeza de repente senti que era necessário nadar buscando uma superfície. Afinal o rio é transparente e eu poderia vê-la onde quer que estivesse vivendo e nadando contra a corrente que a levou pra longe quando larguei sua mão e parti deslumbrado com a visão dos corais e recifes e céu e sol e outras coisas que estavam a uma braçada dupla de distância.

Quando voltei a vê-la quis falar-lhe dessas coisas, mas ela estava mais preocupada em como iria acontecer com a casa e com os amigos e com as satisfações. Já não nadava mais, com os dois braços junto ao corpo ela apenas afundava no lodo das vozes de consolo e conformismo e condenação e não havia meio de convencê-la que eu ainda estava ali, como se ela tivesse um desses distúrbios psicológicos e eu fosse apenas um amigo imaginário que ela nunca tivesse tocado e arrepiado e escutado e possuído.

No fundo eu a amava tanto que não conseguia entender suas acusações bizarras e bêbadas e sua vontade afundar na merda. Fiquei ali parado enquanto ela mexia os doces lábios frenéticamente atirando roupas na minha mala e esfregando seu ponto de vista paranóico e sem sentido na minha cara. Só consegui falar que a amava. Ela não entendeu. Até hoje. Espero que um dia entenda para seguirmos lado a lado com dois braços livres em qualquer direção sem qualquer receio de se perder ou se afogar nesse rio bravo calmo louco denso fundo imprevisívil e maravilhoso. Espero que ela entenda a diferença entre sentir amor e dizer que ama como quem busca no outro uma auto-afirmação. Espero até que a morte nos separe. E depois.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bundas

Ela leu por aí que bunda é a preferência nacional quando tinha doze anos e resolveu transferir a função de ter aparência de bunda ao rosto, pois julgou que este, por ser belo (na concepção dela, seguindo padrões traçados por renomados editores de revista), ficaria melhor como bunda.

Esqueceu-se ela que, ao realizar tal fato, tranferiu o ânus pra boca. Nunca notou a diarréia verbal que acompanhou suas conversas pela vida toda. Morreu feia, enrugada e com cara de bunda.

Atualmente ninguém se lembra dela. E as bundas continuam um sucesso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Do que deveria ser dito

Quem nasce pra voar, baby, às vezes precisa de pista de decolagem vazia.