segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Da transição

Por amor eu me vi partido ao meio 
E as metades se fizeram desconexas 
Fiz da minha alegre vida devaneio 
E de ações outrora simples fiz complexas. 

Me via envolto entre névoas e neblina 
Vagando em pensamento aonde estivesse 
Amor que muito rápido se aquece 
De seu estado sólido sublima. 

E quando aquele amor não mais sentia 
Vi toda a ambição desconstruída 
A chama que era ardente ficou fria 
Sobraram duas partes e uma vida. 

Partido neste mundo eu caminhava 
Respirando com minha alma ainda na tua 
De tantas emoções que eu me privava 
Meu caminho se tornou deserta rua. 

Agora só eu sigo nessa estrada 
E buscarei nas razões minha existência
No bolso eu tenho uma lembrança amarga 
E a certeza da feliz sobrevivência.