Até os 17 anos Eduardo - ou Dú, como era chamado pela família - era absolutamente normal. O que você pode pensar agora é "mas o que é ser absolutamente normal?", então vamos esclarecer melhor essa história.
Dú era um rapaz de 17 anos, estava no último ano do colégio, usava óculos, era bom aluno e com poucos bons amigos. Como a maior parte dos meninos de sua idade, Dú tinha um interesse grande pelo sexo oposto, interesse este que não fora correspondido por nenhuma garota que ele havia conhecido até então.
Mas ao ingressar na universidade, Dú foi surpreendido por coisas que jamais imaginara acontecer. Começou quando ele conseguiu manter uma conversa de duas horas com uma garota linda e espantado a ouviu pedir seu telefone quando disse que tinha que ir. Nesse momento ele percebeu que tinha algo diferente, parecia que as palavras brotavam de sua boca em perfeita harmonia com seus pensamentos e levando em conta todas as opiniões que se manifestavam no ambiente. Nesse momento, Dú percebeu que com isso era capaz de fazer qualquer coisa.
Nos anos seguintes, Dú se tornou o cara mais popular da faculdade. Foi presidente da Secretaria Acadêmica, representante de turma e presidente do DCE. Não existem muitos documentos que comprovem os feitos de Eduardo, mas dizem que foi nessa época que surgiu a sua paixão pelas artes, consequência da sua entrada em um grupo de teatro amador que se reunia no Centro Acadêmico. Além disso, há os boatos de que ele havia tido um papel de extrema relevância no fim da Guerra Fria e do Pacto de Varsóvia, embora ninguém saiba como, além de um ano depois convencer uma população de estudantes à ir as ruas e exigir o Impeachment de um certo presidente corrupto. Foi eleito orador da turma e emocionou pais, alunos, professores e quem mais estava presente. E aí não parou mais.
Dú havia se tornado o cara mais inteligente do mundo. Com suas palavras sempre bem colocadas, ele era capaz de convencer qualquer ser vivo do planeta. Aos vinte e sete, convenceu Hussein I da Jordânia e Yitzhak Rabin de Israel que o Tratado de Paz era a melhor escolha. Além disso, teve papel fundamental em diversos eventos históricos, como a devolução de Hong Kong e Macau à China, o fim da Guerra da Bósnia, entre outros.
No século 21, Dú foi perdendo a fé na humanidade. Decepcionado com o avanço da globalização e da consequente devastação do meio ambiente, Dú se isolou do mundo. Nesse período de isolamento, ocorreram as tragédias envolvendo EUA e Iraque. Seu único feito notável foi convencer cientistas de que Plutão não poderia ser considerado planeta, e sim planeta-anão. Atualmente ele está saindo dessa fase e voltando à ativa, mas ninguém sabe ao certo onde ele está. Foi visto no Egito nos últimos tempos em alguns discursos que motivaram a população, e num almoço com o representante local. Apesar de chamar Mubarak de "velho teimoso", Dú conseguiu convencê-lo de que já era hora de sair.
Fora isso, continua fracassando com as mulheres e sofrendo de solidão demasiada. Mas está feliz, segundo ele o ser humano não tem culpa de suas burradas, apenas tem culpa de não aprender com elas.
Sensacional.. um belo personagem esperando pra ganhar vida!
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